Música

Novo videoclipe de Aíla retrata uma sociedade distópica

“Será” usa tom surrealista para criticar abismos sociais e desigualdade

Desconsidere as convenções sobre tempo e espaço – estamos em um ambiente que não existe no mapa, situado em qualquer lugar entre o ontem, o hoje ou o amanhã. Não há certeza nenhuma além do sufoco, uma atmosfera espessa se alastra e proíbe toda tentativa de respiração. O oxigênio virou artigo de luxo – o livre arbítrio também. Imersa nessa realidade distópica, Aíla canta sobre tudo o que incomoda, oprime e escraviza em “Será”, videoclipe com direção de Roberta Carvalho e Vitor Nunes e que foi lançado nesta terça-feira (15), no canal oficial da artista.

A faixa, releitura da canção do pernambucano Siba, integra o álbum “Em Cada Verso Um Contra-Ataque”, segundo da carreira da artista, nascida em Belém do Pará. Político do começo ao fim, o disco tem no “artivismo” sua tônica fundamental e traduz o desejo de Aíla de explorar cada vez mais seu lado performático, provocativo e questionador.

Essa é uma das músicas mais fortes do disco, e ao mesmo tempo dançante, um dub que nos conduz a refletir. A letra escancara a relação do homem com o capital, reflete sobre a ‘precificação’ de tudo, das relações, dos sentimentos, e até mesmo do ar que respiramos. Vivemos um tempo de angústias, medos e exclusões. Precisamos reagir. Ou viveremos eternamente sufocados”, provoca Aíla.

O vídeo foi inteiramente filmado sob o aspecto 1.33, um formato quadrado, que lembra filmes antigos e traz essa relação temporal. Estamos no presente, no passado ou no futuro?

Assista ao novo videoclipe de Aíla:

 *Com informações da Assessoria
Foto:  Christian Braga

Serviço

15 de maio - TER

11h11

www.youtube.com/ailaoficial

imprensaaila@gmail.com

Grátis